AUTO DOS BONS TRATOS
APRESENTAÇÃO

AUTO DOS BONS TRATOS REVÊ MANDONISMO NO BRASIL

A Companhia do Latão apresenta desde abril de 2002 o espetáculo "Auto dos Bons Tratos", com base em estudos históricos brasileiros. Em 1546 o capitão donatário de Porto Seguro, Pero do Campo Tourinho, foi preso sob a acusação de blasfêmia e heresia. A partir de imagens deste processo, a peça relata a disputa entre várias formas de escravização e controle da mão de obra indígena. O texto foi escrito por Márcio Marciano e Sérgio de Carvalho, com a colaboração do atores do grupo.

A pesquisa dramatúrgica aborda um tema do século dezesseis, no momento em que se inicia o processo de colonização portuguesa nas terras do Brasil. É menos uma representação histórica e mais a um retrato simbólico da formação da personalidade autoritária no Brasil. Conturbado pelos "vapores do mandonismo", a ponto de ter sido alvo de um patético processo inquisitorial do Santo Ofício, Pero do Campo Tourinho dialoga em chave invertida com aquilo que Sergio Buarque definiu como "cordialidade", este ambíguo comportamento da sociabilidade brasileira que consiste em ocultar os antagonismos sociais em relações de intimidade e favor. O processo que se vê da peça é um embate sobre formas de controle do trabalho alheio.

Quanto aos documentos do processo de Tourinho, o grupo recolheu material no livro de Rossana G.Britto, A Saga de Pero do Campo Tourinho - O Primeiro Processo da Inquisição e na obra de Capistrano de Abreu.


Este projeto participou da Viagem Teatral - SESI-2002, por nove cidades do interior de São Paulo, convidado do festival de Teatro de Curitiba, do Temporadas Populares em Campo Grande-MS e da 25ª edição do FITEI - Festival de Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, na cidade do Porto, em Portugal. Realizou com sucesso duas temporadas no Teatro Cacilda Becker e integrou a Caravana Paulista de Teatro.



FICHA TÉCNICA DE AUTO DOS BONS TRATOS

Atuação na primeira versão
Beto Matos: Tourinho
Cátia Pires: João de Tiba, Maria Machado
Emerson Rossini: Leonor, Biela
Heitor Goldflus: Escórcyo
Helena Albergaria: Ignez da Pinta, Santa Luzia
Ney Piacentini: Bernard de Aureajac, Manivela, Gregório

Izabel Lima atou como João de Tiba e Maria Machado nas versões 2004-2005
Fernando Paz atou como Tourinho na versão de 2005

Iluminação: Paulo Heise
Direção Musical: Walter Garcia
Preparação corporal: Vivien Buckup
Preparação vocal: Juçara Marçal
Cenografia: Antônio Marciano e Márcio Marciano
Figurinos: Helena Albergaria e Renata Deuse
Assistente de direção: Renata Deuse
Consultoria em figurinos: Márcio Medina.
Estagiária de atuação: Marina Henrique
Assistência de produção: Douglas Estevam
Coordenação de produção: Ney Piacentini
Concepção de Sérgio de Carvalho
Direção e dramaturgia: Sérgio de Carvalho e Márcio Marciano

 

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