ENSAIO PARA DANTON

"A relação entre pobres e ricos é o único fator revolucionário no mundo."
(Carta de Georg Büchner a Karl Gutzkow, 1835.)

O primeiro trabalho do grupo de artistas que no ano seguinte daria origem à Companhia do Latão foi Ensaio para Danton, baseado em A Morte de Danton, de Georg Büchner, estreou em 1996. Fez duas temporadas em S. Paulo, nos teatros Cacilda Becker e Paulo Eiró. Foi escolhido como um dos representantes do teatro paulista para participar do I Festival Recife do Teatro Nacional, em 1997.

Na versão de 1999, apresentada no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, no Centro Cultural São Paulo, a dramaturgia se distanciou ainda mais da peça original. Nela apareceram novas personagens que ampliam a visão sobre o processo revolucionário. Na busca de maior ressonância social, as modificações fortaleceram a perspectiva coletiva em relação à tragédia pessoal do herói.


FICHA TÉCNICA DE ENSAIO PARA DANTON

Versão 1996
Atuações de Georgette Fadel (Amazylis de Almeida), Gustavo Bayer, Maria Tendlau, Otávio Martins, Nelli Sampaio, Marilza Batista, Gustavo Machado. Baseado em texto de Georg Büchner, a partir da tradução de Christine Roehrig e Marcos Renaux. Direção musical de Lincoln Antonio. Cenografia de Márcio Medina. Iluminação de Wagner Pinto. Produção de Elza Costa. Preparação corporal de Lelê Ancona. Co-direção e dramaturgia de Kil Abreu. Direção e dramaturgia de Sérgio de Carvalho.

Versão 1999
Alessandra Fernandes : Julie/ Legendre/ Prisioneiro.
André Guerreiro: Camille.
Deborah Lobo: Marion / Mulher / Bonequinha / Prisioneiro.
Georgette Fadel : Cristininha / Bonequinha / Prisioneiro.
Gustavo Bayer : Danton.
Heitor Goldfluss : Gauché.
Maria Tendlau : Lucille / Simon / Parisiense / Prisioneiro.
Ney Piacentini : Robespierre.
Otávio Martins : Saint Just.

Inspirado em texto de Georg Büchner (1813-1837).
Tradução: Christine Roherig e Marcos Renaux.
Direção musical: Lincoln Antonio.
(Foram utilizadas canções de Guilhaume de Mauchaut, George Battaille, anônimos medievais, e trechos do réquiem de Mozart e do réquiem gregoriano.)
Cenografia e figurinos: Márcio Medina.
Direção técnica: Francisco Bruno.
Iluminação: Paulo Heise.
Direção e dramaturgia: Sérgio de Carvalho e Márcio Marciano.

 

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