EQUÍVOCOS COLECIONADOS
Um experimento sobre Heiner Müller
APRESENTAÇÃO

"Quem for idêntico a si próprio, este pode ser colocado no caixão, este já não existe mais, não está mais em movimento. Idêntico é um memorial. O que precisamos é do futuro, e não da eternidade do instante. Precisamos desenterrar os mortos, mais e mais, porque só deles podemos receber o futuro."

(Heiner Müller)

Equívocos Colecionados é um experimento cênico inspirado no livro de mesmo nome que reúne as entrevistas e escritos teóricos do dramaturgo alemão Heiner Müller. Outro texto base foi Máquina-Lula de Márcio Marciano. O tema da "cultura como diálogo com os mortos" é trabalhado na perspectiva da deterioração atual do ideário nacional-popular, tal como formulado no Brasil da década de 1960 em obras como Terra em Transe de Glauber Rocha.
A encenação foi feita a convite do Instituto Goethe de São Paulo. Ela se origina de um estudo iniciado em 2003 com o pesquisador alemão Hans-Thies Lehmann, da Universidade de Frankfurt, a respeito do sentido crítico e poético do teatro de potencial político, segundo Heiner Müller.

É a primeira experiência da Companhia do Latão com o estilhaçamento da fáblua, num trabalho de choque entre fragmentos líricos e históricos.

FICHA TÉCNICA DE "EQUÍVOCOS COLECIONADOS"

Tradução: Christine Röhrig
Atuação e Criação Cênica:
Emerson Rossini: ex-operário
Heitor Goldfluss: juiz dos mortos
Helena Albergaria: ex-estudante
Izabel Lima: ex-cantora-prostituta
Marina Henrique: assistente do juiz dos mortos
Ney Piacentini: ex-intelectual
Piano e Direção musical: Martin Eikmeier
Consultoria musical: Walter Garcia
Figurinos: Helena Albergaria
Iluminação: Paulo Heise
Assistente de direção: Marina Henrique
Vídeo-documentação: Diogo Noventa
Preparação teórica: Hans-Thies Lehmann e Uta Atzpodien
Dramaturgia e direção: Márcio Marciano e Sérgio de Carvalho

 

 

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