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"Quem for
idêntico a si próprio, este pode ser colocado
no caixão, este já não existe mais,
não está mais em movimento. Idêntico
é um memorial. O que precisamos é do futuro,
e não da eternidade do instante. Precisamos desenterrar
os mortos, mais e mais, porque só deles podemos
receber o futuro."
(Heiner Müller) |
A encenação foi feita a convite do Instituto Goethe de São Paulo. Ela se origina de um estudo iniciado em 2003 com o pesquisador alemão Hans-Thies Lehmann, da Universidade de Frankfurt, a respeito do sentido crítico e poético do teatro de potencial político, segundo Heiner Müller.
É a primeira experiência da Companhia do Latão com o estilhaçamento da fábula, num trabalho de choque entre fragmentos líricos e históricos. |
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FICHA TÉCNICA
Texto
Márcio Marciano, Sérgio de Carvalho, Marina Henrique e Helena Albergaria, a partir das entrevistas de Heiner Müller e do filme Terra em transe, de Glauber Rocha.
Colaboradores
Ney Piacentini, Emerson Rossini, Heitor Goldflus, Izabel Lima.
Equívocos colecionados estreou no Instituto Goethe de São Paulo, em 22 de abril de 2004, pela Companhia do Latão, com direção de Sérgio de Carvalho e Márcio Marciano, direção musical de Martin Eikmeier, figurinos de Helena Albergaria, iluminação de Paulo Heise, assistência de direção de Marina Henrique, sendo o elenco composto por Emerson Rossini, Heitor Goldflus, Helena Albergaria, Izabel Lima, Marina Henrique (depois Alessandra Fernandez) e Ney Piacentini.
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