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REVOLUÇÃO NA AMÉRICA DO SUL / MARIGHELA
A convite do Instituto Cultural Itaú,
a Companhia do Latão organiza em 2002 três intervenções
cênicas para serem apresentadas durante a exposição
"Arte para quê?", que reunia trabalhos dos principais
pintores, escultores e artistas plásticos brasileiros de
1930 a 1970, marcadamente comprometidos com a função
social de sua produção artística. Trata-se
da leitura encenada de fragmentos das seguintes obras: Café,
ópera inacabada de Mário de Andrade; Revolução
na América do Sul, de Augusto Boal; e Fragmento Marighela,
baseado no livro Por que resisti à prisão. Embora
apresentadas em dias e espaços diferentes no recinto da exposição,
as três intervenções formam uma unidade tanto
do ponto de vista temático - o ideário e a práxis
da revolução -, quanto no modo direto como interpelam
o público que circula por seus corredores.
Fazendo de algumas das obras expostas sua ambientação
cenográfica, como as telas de Cândido Portinari ou
as instalações de Hélio Oiticica, estes experimentos
buscavam estabelecer por meio do humor, da música executada
ao vivo e de uma elocução poética exacerbada
um confronto produtivo com o público, de modo a chamar sua
atenção para a importância dos trabalhos expostos
como testemunhos de uma luta sangrenta contra todas as formas de
opressão sofridas pela massa de trabalhadores do campo e
das cidades deste país.
Café, de Mário
de Andrade
Com Beto Mattos e Helena Albergaria
Música de Luís Felipe Gama
Adaptação e direção de Sérgio
de Carvalho e Márcio Marciano
Revolução na
América do Sul, de Augusto Boal
Com Alessandra Fernandes, Emerson Rossini, Ney Piacentini,
Música de Luís Felipe Gama
Adaptação e direção de Sérgio
de Carvalho e Márcio Marciano
Marighela
Com Izabel Lima, Juliana Amaral e Victória Camargo
Adaptação e direção de Sérgio
de Carvalho e Márcio Marciano
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