| O GRANDE
CIRCO DA IDEOLOGIA
Em 2001 a Companhia é convidada a
participar de evento paralelo ao Festival Internacional de Teatro
de São José do Rio Preto, no qual apresentaria seu
espetáculo A Comédia do Trabalho. Organizado pelo
SESC, o evento abriga intervenções cênicas inspiradas
no pensamento e na obra de grandes filósofos. A escolha do
grupo recai sobre Marx e Engels, mais precisamente sobre os textos:
A ideologia alemã, O ant-idhuring e os Grundrisse. Desse
estudo surge o experimento O Grande Circo da Ideologia.
Trata-se de uma pequena farsa em que uma companhia circense que
se autodenomina "a grande família do Circo", tenta
provar através de seus portentosos números de ilusionismo,
equilibrismo e desmedida coragem, que as teses contra Feuerbach,
escritas por Marx e Engels, são completamente equivocadas.
Naturalmente, o que o público vê é a demonstração
em chave cômica dos mecanismos da ação ideológica.
Com este experimento a Companhia dá continuidade a seu projeto
de ampliação e criação de novos públicos,
lançando mão de recursos teatrais de tradição
popular como o circo, de modo a incrementar o debate sobre as causas
da desigualdade e os meios de transformar objetivamente a situação
de opressão política e econômica que imperam
no país.

Alessandra Fernandez: Mágica, circense
Heitor Goldfluss: Leão, ajudante de palco.
Helena Albergaria: Moça do cavalinho, circense
Ney Piacentini: Homem-bala, pai, cavalo
Texto baseado na obra A Ideologia Alemã
de Karl Marx e Friedrich Engels.
Cenografia:Marcio Marciano
Dramaturgia: Sérgio de Carvalho, Márcio Marciano
em colaboração com os atores.
Direção: Sérgio de Carvalho e Márcio
Marciano
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