| FRIDA
A FOCA
Frida a Foca nasce como intervenção
cênica a convite do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem
Terra (MST), por ocasião do lançamento do jornal Brasil
de Fato, em 2003. A Companhia reúne, além de seus
integrantes, jovens atores oriundos de oficinas ministradas pelo
grupo, para contar a história de Frida, uma estagiária
de jornalismo incumbida de fazer a cobertura de uma luta de boxe
cujo resultado é manipulado antes mesmo de o combate ter
início. Investida de ética jornalística, mas
ingênua quanto aos interesses ocultos por trás da notícia,
a aprendiz tenta tomar partido em nome da justiça e da lisura
na condução do jogo, mas é advertida por um
coro de apostadores para que não cometa o que a imprensa
burguesa reputa como o mais grave delito que um jornalista pode
cometer, isto é, a parcialidade na interpretação
dos fatos, naturalmente quando estes ferem seus interesses de classe.
Apesar de sua intervenção, os rumos da luta não
se alteram e por fim ela é dada a conhecer que na imprensa
burguesa a imparcialidade é uma falsificação
ideológica.
Alessandra Fernandez: Frida, a repórter
Emerson Rossini: Massagista de corner
Helena Albergaria: Treinadora
Ney Mesquita: Free-town Diamond, boxeur
Marcelo Pretto: o boxeur-matador
Coro de apostadores integrado por 14 alunos da oficina de atuação
da Companhia do Latão
Dramaturgia de Sérgio de Carvalho
Direção: Sérgio de Carvalho e Márcio
Marciano
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