TESES E ARTIGOS

ATZPODIEN, Uta. Szenisches Verhandeln: Brasilianisches Theater der Gegenwart.
Transcript Verlag, Bielefeld, Deutschland, 2005.


CARBONARI, Marília. Teatro Épico na América Latina: Estudo comparativo da dramaturgia das peças Preguntas Inutiles, de Enrique Buenaventura (TEC-Colômbia), e O Nome do Sujeito de Sérgio de Carvalho e Márcio Marciano (Cia do Latão-Brasil). 2006.112 f. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina (Prolam), Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.

FISCHER, Stela Regina. Processo colaborativo: experiências de companhias
teatrais brasileiras nos anos 90. 2003. 207 f. Dissertação (Mestrado em Artes) - Instituto de Artes/Universidade Estadual de Campinas. Campinas.


FISCHER, Stela Regina. Dramaturgia em Processo: o teatro colaborativo e a renovação da escritura cênica nacional.Cadernos da Pós-Graduação, Instituto de Artes - Unicamp.

MORAES, Margarete Maria de. O Auto dos Bons Tratos, da Companhia do Latão: Dramaturgia de raízes fincadas na realidade brasileira. 2005. 150f. Dissertação (Mestrado em Letras) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas/Universidade de São Paulo, São Paulo.

RAMOS, Danilo Paiva. Teatro de Espelhos: O efeito de estranhamento gerado pela Cia. do Latão de Teatro. Relatório científico apresentado em fevereiro de 2003. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP, São Paulo.

ROJAS. Mario A. El "Auto dos Bons Tratos" de La Companhia do Latão y la desritualización de la historia. The Catholic University of America, Washington, D.C. s/data.

SILVA, Fátima Antunes da. Manifestações contemporâneas do teatro político: estudo da produção e da poética da Companhia do Latão e do El Galpón. 2002. 175 f. Dissertação (Mestrado em Integração da América Latina) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas/Universidade de São Paulo, São Paulo.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



MORAES, Margarete Maria de.
O Auto dos Bons Tratos, da Companhia do Latão: Dramaturgia de raízes fincadas na realidade brasileira. 2005. 150f. Dissertação (Mestrado em Letras) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas/Universidade de São Paulo, São Paulo.

Resumo

A presente dissertação objetiva estudar a obra de uma das mais importantes companhias teatrais brasileiras dos últimos anos, a Companhia do Latão, recuperando sua trajetória e atendo-se, posteriormente, à análise do texto de um de seus mais importantes espetáculos: O Auto dos Bons Tratos. O teatro desenvolvido pela Companhia do Latão não se propõe a realizar um trabalho hermético, cujo exibicionismo intelectual só possa ser decifrado por um recptor de elite. Longe disso, sua atenção está posta na objetivação de uma inteligibilidade que leve à reflexão e à tomada de uma postura crítica frente às utopias precárias e efêmeras do mundo contemporâneo.
No caso da Companhia do Latão, a participação pol´ticia do artista, embora exigida com especial veemência pelo momento brasileiro, não se define apenas como opção ideológica, porque também é determinada pela própria evolução histórica da função social da arte. O que define o teatro politicamente engajado, no sentido que apreciamos aqui, é a consciência de que arte e cultura tanto podem ser instrumentos de conservação como de transformação social. Essa visão desmistificada dos valores culturais leva a Companhia a agir sobre seu instrumento de expressão - o teatro - a fim de contribuir para essa transformação da sociedade.

Palavras-chave: Teatro Brasileiro, Teatro Político, Companhia do Latão, Auto

Sumário

INTRODUÇÃO 08

I. CAPÍTULO 1

A Companhia do Latão e a cena teatral contemporânea 13
Contexto 14
O Ponto de vista crítico 16
Experiência de Piscator 22
Experiência de Brecht 24
O Teatro dialético 30
Visão política e representação artística 36
Espetáculos 39

II. Capítulos 2

O Auto dos Bons Tratos e os grilhões (in) visíveis da dominação 62
O Auto e seus artífices 63
O Auto dos Bons Tratos: a História revisitada 71
Administração colonial e tensões religiosas 76
Dona Ignez e Leonor 82
Aculturação em cena 86
Aspectos formais: a construção da cena épica 90
Do texto à cena 93

CONCLUSÃO 95
BIBLIOGRAFIA 99
ANEXO
Auto dos Bons Tratos (texto completo) 104

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FISCHER, Stela Regina. Processo colaborativo: experiências de companhias
teatrais brasileiras nos anos 90. 2003. 207 f. Dissertação (Mestrado em Artes) - Instituto de Artes/Universidade Estadual de Campinas. Campinas.

O estudo visa pesquisar e definir um campo de experimentação cênica que se opera no teatro de grupo brasileiro nos anos 90: o processo colaborativo. São pesquisados procedimentos criativos de algumas companhias em atividade, a fim de analisar a organização interna, atuação, direção, construção dramatúrgica e cênica. Para cada companhia a ser pesquisada, desenvolvemse recortes específicos, tais como: a política interna e a divisão de trabalho, a partir da experiência coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (Porto Alegre, 1978); a autonomia do ator-autor, principal agente criador da ação cênica, sob o viés criativo do grupo Lume (Campinas, 1985); a redefinição do perfil do diretor teatral, a partir das experimentações do grupo Teatro da Vertigem (São Paulo, 1992); e a dramaturgia em processo, elaboração da escritura cênica e textual em colaboração, proposta pela Companhia do Latão (São Paulo, 1996). Essa conjunção caracteriza, a nosso ver, um panorama importante das questões pertinentes ao processo colaborativo. Trata-se de uma pesquisa histórica e teórica, na qual se traça um perfil do teatro de grupo brasileiro dos anos 90 e suas implicações para a renovação da cena, dramaturgia e política cultural nacional.

Sumário

Resumo V
Abstract VI
Agradecimentos VII
Introdução 1
Capítulo 1
Processo Colaborativo: modelo de criação teatral 5
1.1 Precedentes históricos 6
1.2 Gracias, Señor: marco inicial da cena coletiva brasileira 10
1.3 Criação coletiva: continuidade e difusão 13
1.3.1 O estigma do amadorismo 14
1.4 Anos 80: abertura e dissonâncias 20
1.4.1 A coexistência do teatro de grupo 24
1.5 Anos 90: afirmação do teatro de grupo 26
1.5.1 Ação em grupo 27
1.5.2 Universidade como berço de companhias teatrais 30
1.5.3 Êxodos 31
1.5.4 Reminiscências, fluxos e diversidades 33
1.5.5 Estímulo ao movimento teatral de grupo paulistano 36
1.6 Processo Colaborativo 38

Capítulo 2
Do Coletivo ao Colaborativo: a política de cena da Tribo de
Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz 44
2.1 A Tribo 45
2.1.1 A Terreira da Tribo 48
2.1.2 Teatro de rua 49
2.1.3 Teatro de vivência 50
2.2 O avanço do coletivo para o colaborativo 53
2.3 Política de cena colaborativa 56
2.3.1 Disparidades e similitudes 58
2.3.1 Divisão de trabalho 61
2.4 A Saga de Canudos 65

Capítulo 3
A Polivalência do Ator: a autonomia do ator-autor do Lume 73
3.1 A revitalização do ator 77
3.2 LUME: Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais 79
3.2.1 Ator virtuose: potencialidades 83
3.3 Técnica: veículo para autonomia 85
3.3.1 O estatuto da técnica do Lume 86
3.3.2 Técnica Pessoal: aporte para o desprendimento 90
3.4 Autonomia do ator 92
3.5 Decupagem do trabalho de ator para a representação 96
3.5.1 Desautorização do diretor 98
3.5.2 Experiências com diretores convidados 101
3.6 Um Dia... 104

Capítulo 4
O Encenador (des)Construído: a direção cênica do
Teatro da Vertigem 115
4.1 A desautorização da autoridade 118
4.1.2 O mito do herói 121
4.2 Formas de direção 123
4.2.1 Réquiem para o teatro de diretor 123
4.2.2 Direção coletiva 126
4.2.3 Diretor colaborador 128
4.3 Teatro da Vertigem 132
4.3.1 Encenações: mosaico epifânico 133
4.3.2 O Paraíso Perdido 136
4.3.3 O Livro de Jó 141
4.3.4 Apocalipse 1,11 146

Capítulo 5
Dramaturgia em Processo: a escritura da
Companhia do Latão 156
5.1 A questão da autoria 157
5.1.1 Escritura teatral contemporânea 161
5.2 Companhia do Latão: histórico e intenções 165
5.3 Dramaturgia em Processo 168
5.4 Processo Criativo: formação de uma escritura teatral
colaborativa 171
5.4.1 Algumas contradições autorais 179
5.5 Auto dos Bons Tratos 182
Conclusão 191

Bibliografia e Fontes Referenciais 197
Anexo I
Anexo II


Para consultar este trabalho em sua versão integral, clique aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



FISCHER, Stela Regina. Processo colaborativo: experiências de companhias
teatrais brasileiras nos anos 90. 2003. 207 f. Dissertação (Mestrado em Artes) - Instituto de Artes/Universidade Estadual de Campinas. Campinas.

O estudo visa pesquisar e definir um campo de experimentação cênica que se opera no teatro de grupo brasileiro nos anos 90: o processo colaborativo. São pesquisados procedimentos criativos de algumas companhias em atividade, a fim de analisar a organização interna, atuação, direção, construção dramatúrgica e cênica. Para cada companhia a ser pesquisada, desenvolvemse recortes específicos, tais como: a política interna e a divisão de trabalho, a partir da experiência coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (Porto Alegre, 1978); a autonomia do ator-autor, principal agente criador da ação cênica, sob o viés criativo do grupo Lume (Campinas, 1985); a redefinição do perfil do diretor teatral, a partir das experimentações do grupo Teatro da Vertigem (São Paulo, 1992); e a dramaturgia em processo, elaboração da escritura cênica e textual em colaboração, proposta pela Companhia do Latão (São Paulo, 1996). Essa conjunção caracteriza, a nosso ver, um panorama importante das questões pertinentes ao processo colaborativo. Trata-se de uma pesquisa histórica e teórica, na qual se traça um perfil do teatro de grupo brasileiro dos anos 90 e suas implicações para a renovação da cena, dramaturgia e política cultural nacional.

Sumário

Resumo V
Abstract VI
Agradecimentos VII
Introdução 1
Capítulo 1
Processo Colaborativo: modelo de criação teatral 5
1.1 Precedentes históricos 6
1.2 Gracias, Señor: marco inicial da cena coletiva brasileira 10
1.3 Criação coletiva: continuidade e difusão 13
1.3.1 O estigma do amadorismo 14
1.4 Anos 80: abertura e dissonâncias 20
1.4.1 A coexistência do teatro de grupo 24
1.5 Anos 90: afirmação do teatro de grupo 26
1.5.1 Ação em grupo 27
1.5.2 Universidade como berço de companhias teatrais 30
1.5.3 Êxodos 31
1.5.4 Reminiscências, fluxos e diversidades 33
1.5.5 Estímulo ao movimento teatral de grupo paulistano 36
1.6 Processo Colaborativo 38

Capítulo 2
Do Coletivo ao Colaborativo: a política de cena da Tribo de
Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz 44
2.1 A Tribo 45
2.1.1 A Terreira da Tribo 48
2.1.2 Teatro de rua 49
2.1.3 Teatro de vivência 50
2.2 O avanço do coletivo para o colaborativo 53
2.3 Política de cena colaborativa 56
2.3.1 Disparidades e similitudes 58
2.3.1 Divisão de trabalho 61
2.4 A Saga de Canudos 65

Capítulo 3
A Polivalência do Ator: a autonomia do ator-autor do Lume 73
3.1 A revitalização do ator 77
3.2 LUME: Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais 79
3.2.1 Ator virtuose: potencialidades 83
3.3 Técnica: veículo para autonomia 85
3.3.1 O estatuto da técnica do Lume 86
3.3.2 Técnica Pessoal: aporte para o desprendimento 90
3.4 Autonomia do ator 92
3.5 Decupagem do trabalho de ator para a representação 96
3.5.1 Desautorização do diretor 98
3.5.2 Experiências com diretores convidados 101
3.6 Um Dia... 104

Capítulo 4
O Encenador (des)Construído: a direção cênica do
Teatro da Vertigem 115
4.1 A desautorização da autoridade 118
4.1.2 O mito do herói 121
4.2 Formas de direção 123
4.2.1 Réquiem para o teatro de diretor 123
4.2.2 Direção coletiva 126
4.2.3 Diretor colaborador 128
4.3 Teatro da Vertigem 132
4.3.1 Encenações: mosaico epifânico 133
4.3.2 O Paraíso Perdido 136
4.3.3 O Livro de Jó 141
4.3.4 Apocalipse 1,11 146

Capítulo 5
Dramaturgia em Processo: a escritura da
Companhia do Latão 156
5.1 A questão da autoria 157
5.1.1 Escritura teatral contemporânea 161
5.2 Companhia do Latão: histórico e intenções 165
5.3 Dramaturgia em Processo 168
5.4 Processo Criativo: formação de uma escritura teatral
colaborativa 171
5.4.1 Algumas contradições autorais 179
5.5 Auto dos Bons Tratos 182
Conclusão 191

Bibliografia e Fontes Referenciais 197
Anexo I
Anexo II


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RAMOS, Danilo Paiva.
Teatro de Espelhos: O efeito de estranhamento gerado pela Cia. do Latão de Teatro. Relatório científico apresentado em fevereiro de 2003. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP, São Paulo.

Resumo

O evento teatral da Companhia do Latão de teatro constitui um espaço de encontro onde, atores e espectadores dialogam. Estes refletem e dão significado ao que estão vivenciando por meio lembranças e experiências que dizem respeito a suas trajetórias de vida. Assim, postas em contato imagens de si mesmo e dos outros, neste espelho de visões do mundo, os olhos estranham o que vêem, e estranhando refletem. O recurso do estranhamente, como fonte geradora de conhecimento, vem a ser uma das bases da produção de conhecimento da Antropologia. É retratando as contradições sociais, por meio do teatro épico brechtiano, que a Cia do Latão busca causar o estranhamento no espectador e nos atores. Tendo como meta o estudo das performances estéticas realizadas pela Cia. do Latão, e das trajetórias de vida (elaborar melhor a questão da história de vida) de uma ator e um espectador, postos em contato no momento da performance, este trabalho busca compreender como será esta relação de aprendizado (aprofundar a questão do aprendizado, relacionando-a à questão da memória), mediada pelo espaço artístico, estabelecida no encontro entre a Cia. do Latão e o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (necessário elaborar melhor a questão acerca do MST). Empenhando-se em observar a seqüência da performance como um todo, e as memórias que vêem à tona pela participação na performance teatral, a análise desdobra-se sobre este objeto situado num ponto de contato entre a Antropologia e o Teatro. Por um lado, utilizam-se os modelos de análise de Victor Turner para estudar as performances de Teatro Épico, onde a preocupação educacional e crítica delineia importantes aspectos rituais. Por outro lado, a pesquisa incorpora princípios teóricos brechtianos para compor suas performances. Desta forma, o campo de estudo estabelece interessante tensão entre as categorias nativas e as categorias analíticas do antropólogo.



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SILVA, Fátima Antunes da. Manifestações contemporâneas do teatro político: estudo da produção e da poética da Companhia do Latão e do El Galpón. 2002. 175 f. Dissertação (Mestrado em Integração da América Latina) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas/Universidade de São Paulo, São Paulo.

Resumo

O presente trabalho tentou analisar manifestações do teatro político na década de 90. Interessou-nos saber das possíveis ocorrências desse teatro na cidade de São Paulo e Montevidéu, Brasil e Uruguai, o que o situou numa perspectiva comparativista. Duas companhias teatrais, Companhia do Latão e El Galpón, foram selecionadas devido ao repertório e à história de ambas que pareciam comprometidas com o que se convencionou chamar teatro político. Esse fato suscitou perguntas tais como: por que motivo esse tipo de teatro estaria se manifestando hoje? Ou já não seria o teatro político moderno que surgiu no século XX? Então, o que seria?
A problematização da idéia de teatro político, buscando em sua origem o seu conceito primordial foi um passo fundamental para alcançar um dos objetivos desse trabalho, qual seja, o de saber quais são efetivamente os elementos que caracterizam uma obra teatral política. Situar a discussão nos países de interesse, contextualizando histórica, política e socialmente a década de 60, foi importante para o confronto inevitável que ela suscitou com os anos 90.
A hipótese de que se trataria sim de "autêntico" teatro político se confirmou apenas no caso da Companhia do Latão, de São Paulo; sendo falso no caso do Uruguai. Em relação ao primeiro caso, o resultado mostrou que a partir de meados da década de 90, o nível elevado da mistificação empreendida pelo poder para mascarar a realidade para os grupos sociais econômicos, decorrentes da tendência neoliberalizante da política adotada pelo governo, cujas promessas de benfeitorias não se confirmaram, provocaram, depois de cerca de 15 anos de descontinuidades, a retomada do teatro político moderno no país. No Uruguai, o resultado apontou que a mistificação sofrida pelo próprio grupo por sua história e por sua imagem no mundo, impediu os integrantes do grupo de formularem respostas críticas mais dinâmicas aos graves problemas sociais, econômicos e políticos, que assemelhados aos do Brasil, assolam o país.

Sumário

INTRODUÇÃO 1

I - TEATRO POLÍTICO 12
1. O que é teatro político 13
2. Origens 15
3. Experiência de Piscator 22
4. Brecht 28

II - AMÉRICA LATINA E O TEATRO POLÍTICO 37
1. Os anos 60 e o teatro político 40
2. Brasil 49
3. Uruguai 54

III - PÓS-MODERNIDADE E MISTIFICAÇÃO 68
1. A emergência da pós-modernidade da América Latina 69
2. Anos 90: Contextualização ou o processo de mistificação dos anos 90 82
3. Estratégia para "entrar e sair" dos mitos 92
4. O teatro político como desmistificação da realidade 108

IV - COMPANHIA DO LATÃO 115
1. História 116
2. Criação e produção 126
3. Análise da montagem 133

V - EL GALPÓN 151
1. Mestre Atahualpa 152
2. Pequena História do El Galpón 156
3. El Galpón dos anos 90 164

VI - CONSIDERAÇÕES FINAIS 165

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 170

ANEXOS
1. Depoimentos de integrantes da Companhia do Latão
2. Depoimentos de integrantes da Companhia El Galpón



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El "Auto dos Bons Tratos" de La Companhia do Latão y la desritualización de la historia


Mario A. Rojas, The Catholic University of America, Washington, D.C.

La Companhia do Latão de São Paulo es relativamente nueva, pero en sus cortos años de existencia ha logrado un sitio importante en la escena paulista y brasileña en general. El grupo se inauguró en 1996 con un montaje de "La muerte de Dantón" de Georg Büchner que fue seguido por una adaptación de "A Compra do Latão" de Bertolt Brecht que intitularon "Ensaio sobre o Latão." Más adelante montaron, primero algunas escenas y luego el texto completo de Santa Juana de los Mataderos, también de Brecht. Además de destacarse en la escena brasileña por sus actuaciones, el Latão se ha distinguido también como un importante centro de estudio del teatro. Su orientación es marxista y su principal punto de apoyo la teoría y praxis de Bertold Brecht. Esta particular tendencia estético-ideológica del grupo se pudo corroborar en abril del 2001 al lanzarse al mercado en São Paulo la traducción al portugués del libro de Fredric Jameson, Brecht and Method --en que de manera lúcida el conocido crítico estadounidense retoma el trabajo de Brecht para demostrar su importancia y vigencia actual-- el Latão participó en este lanzamiento presentando algunas escenas de Santa Juana de los mataderos. En este ensayo nos enfocaremos en la última de sus puestas, "Auto dos Bons Tratos" que, junto a "A Comédia do Trabalho", formó parte del repertorio de espectáculos presentados al FITEI 2002, un festival de teatro iberoamericano que desde hace veinticinco años se celebra anualmente en Oporto.

....continua

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La Companhia do Latão (São Paulo) en el FITEI 2002 y la revitalización del método brechtiano.

Mario A. Rojas, Catholic University, of America, Washington D.C.

El Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, conocido como FITEI, es un importante festival que desde hace veinticinco años se ha celebrado sin interrupción en Oporto, la segunda ciudad más importante del Portugal situada al norte del país. El FITEI se diferencia de otros festivales iberoamericanos en, por lo menos, dos aspectos. Primero, porque amplía lo que corrientemente se identifica como el 'mundo ibérico', extendiendo una invitación a grupos africanos provenientes de las ex-colonias portuguesas, Angola, Cabo Verde y Mozambique que, por ser hablantes de la lengua lusitana y compartir rasgos de la cultura ibérica, justifican plenamente su inclusión. Segundo, porque, como lo explica su presidente, António Reis, éste es un "festival no competitivo" por cuanto en la selección de los participantes, más que una estética apropiada para festivales, lo que importa a los organizadores es que las propuestas de cada grupo, sean una expresión auténtica de su cultura y que en sus espectáculos procuren la "conquista de la libertad, de la paz [y]del progreso de las naciones" (Porto, 282). De este modo, Reis se mantiene fiel a los objetivos que se trazara el festival en 1977, cuando un grupo de jóvenes teatristas de Oporto, aprovechando el aire renovador que se respiraba al término de una dictadura de casi medio siglo fundaron el FITEI. Como es de esperar la presencia de grupos de habla portuguesa es siempre la más numerosa, y entre ellos la de los grupos brasileños, que con su talento personal, amor a su cultura y gran creatividad y alegría, siempre traen a Oporto espectáculos que provocan un gran entusiasmo en el reservado y mesurado público portugués. Entre los grupos que participaron en el FITEI 2002, realizado entre 29 de mayo y 10 de junio, se vio la puesta espectacular de la Compañía brasileña de Ruth Escobar, de "Os Luisíadas", una transposición escénica del poema épico de Luis de Camões que ostentó un gran despliegue de recursos escénicos y un impresionante elenco de 50 actores. También se vio la puesta de "La Lozana Andaluza", una novela picaresca renacentista de Francisco Delicado, adaptada al teatro por Rafael Alberti, escenificada por el Centro Andaluz de Teatro, de muy explícitas y, diríamos innecesarias, escenas sexuales. Pero, sobre todo, lo que más atrajo nuestra atención fueron las dos piezas de la Companhia do Latão que comentaré a continuación.

 

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SEM TÍTLO
SILVA, Elaine Rodrigues da.2005. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Universidade de São Paulo

Preliminary Considerations / Introduction
A critic from a renowned newspaper in São Paulo said about the cultural life in 2004: "No balanço que fiz na semana passada, faltou o teatro. Mas só vi algumas coisas, como Mademoiselle Chanel, que não foram além do eficiente, e ainda não pude conferir as mais elogiadas pelos especialistas, como Agreste. Talvez seja a área com mais riscos na agenda de eventos..." . The same newspaper published, two weeks before, an interview with the actor and director Paulo Autran, who is currently acting in a play which costs the "symbolic" price of sixty reais to be seen. When asked to mention a play that had frustrated his expectations he said: "O Otelo do Folias D´Arte. Alguns bons atores, mas apesar dos prêmios que recebeu e do sucesso que continua a fazer, não me convenceu. Meter a martelo idéias políticas numa deslumbrante tragédia passional parece-me um desserviço" . On the other hand, Agreste for him was surprisingly good.
If theater was overlooked by the critic Daniel Piza and politics despised by the influential actor Paulo Autran, we want exactly to make an analysis of the political theater conceived by the group Companhia do Latão. Their aesthetic and thematic choices, in-depth political and cultural research, work relations, and clear stance against capitalism lend Companhia do Latão an important position for the cultural front. In the current phase of capitalism, when mass media has a central role in the taming of societal changing impetus, and when we cannot distinguish what is culture and what is capital (Eagleton, 2003:48), the cultural front is really decisive if social change is at stake. Of course even theater has been hooked by capital, what is easily observed by mainstream presentations packed with artists from the evening Brazilian soap operas or spetacularized plays that use cinematographic effects, both of which serving to anaesthetize audiences. In other cases, like in the play Agreste mentioned by Piza and Autran, interesting results are achieved through innovative language, but with no political intervention or analysis of the meanings being conveyed. It is interesting to notice that even TV actors that stage on "bourgeois" plays are conscious of that. The actor Antonio Fagundes, in a moment of self-criticism, said that theater had become "a ante-sala da pizza"...
This paper, however, aims at demonstrating how fruitful the dialogue between culture and politics may be - and it is - through theater, the latter to be read in this paper as epic/dialectic theater. The reason for such a choice can be understood in the course of the present analysis, in which we shall present a panorama of Companhia do Latão, analysing the forms of cultural/political interventions they have made in Brazil, including a study of two plays, namely, O mercado do Gozo and Visões Siamesas.

...continua

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E A VIDA CONTINUA
Iná Camargo Costa

Para quem se iniciou na história do nosso teatro em fins dos anos 70, o interesse pelo teatro épico, se não fosse caso de cegueira política, teria necessariamente que ser temperado com um decisivo sabor de ciclo encerrado (sem prejuízo das lições a serem recolhidas) e a temporada que se abriu nos anos 80 confirmava essa impressão com suas opções pelo esteticismo, abstrações e demais curiosidades ditas experimentais então identificadas sob a rubrica do pós-moderno.
As últimas derrotas do campo socialista também contribuíram para firmar a convicção de que até segunda ordem só restava aos interessados no teatro épico a luta quase clandestina pelos despojos de sua história. Walter Benjamin alertara para o risco que até os mortos correm enquanto o inimigo estiver vencendo. E Brecht, já no exílio, demonstrara que, na ausência de um poderoso movimento de trabalhadores interessados na discussão artística de seus problemas e em condições de lutar por esse interesse, o teatro que se pretendia a expressão estética desse movimento teria que recomeçar por um necessário recuo, reinventando-se por completo.
Com as devidas diferenças de fuso horário, o processo análogo que mal se esboçou em nosso teatro em fins dos anos cinquenta e foi atropelado por tanques e incêndios em 1964 pedia um balanço que levasse em conta aquelas lições. Assim, se fosse o caso de formular alguma expectativa, o máximo que se poderia esperar, quando as coisas começassem a mudar de rumo, seria uma retomada dos fios violentamente cortados pela ditadura.

continua...

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Teatro Épico na América Latina: Estudo comparativo da dramaturgia das peças Preguntas Inutiles, de Enrique Buenaventura (TEC-Colômbia), e O Nome do Sujeito de Sérgio de Carvalho e Márcio Marciano (Cia do Latão-Brasil).
Marília Carbonari

Resumo

O teatro épico na América Latina se desenvolveu principalmente a partir da década de 50, quando o movimento de teatro independente gerou uma transformação no modo de produção teatral e na forma de expressão artística existente no continente. A influência do teatro do dramaturgo Bertolt Brecht, o modo de criação coletiva das peças e a construção de uma dramaturgia própria voltada para a história e luta de nosso povo, foram as principais características desse movimento no qual se inserem os trabalhos dos grupos selecionados nesse estudo. Destacando-se na história recente do teatro de seus respectivos países, o Teatro Experimental de Cali (TEC) e a Companhia do Latão, fazem parte dessa nova história do teatro latino-americano. Fundado em 1955 por Enrique Buenaventura, o TEC direcionou o movimento do Teatro Novo na Colômbia , e influenciou a discussão da prática teatral de todo o continente através de seu método de criação coletiva e sua nova dramaturgia. Embora com uma história mais atual, a Companhia do Latão se destaca no cenário teatral brasileiro no final da década de 90, por conseguir retomar a prática de uma dramaturgia e encenação que discutisse a história do Brasil a partir das contradições e processos políticos de nosso cotidiano. A escolha das peças Preguntas Inútiles (do TEC) e O Nome do Sujeito (da Cia. do Latão), ocorreu devido sua importância na trajetória de cada grupo, pois retoma, no caso do TEC, e inaugura, no caso da Cia. do Latão, o modo de trabalho de criação coletiva. Para a análise de como a dramaturgia dessas obras discute os problemas de nossa realidade latino-americana, selecionamos três cenas representativas de cada peça. O tema escolhido para a comparação das duas obras foi a relação mercantil entre os personagens, essa relação revelou as estruturas do mundo capitalista que as obras pretendiam mostrar, e proporcionou a crítica dos processos de reificação e fetichismo presentes nas relações humanas atuais. Além disso, o estudo comparativo da dramaturgia das cenas permitiu o diálogo entre essas experiências de dramaturgia latino-americanas e revelou a importância da prática de um teatro épico que inspire a crítica de nossa sociedade através do prazer estético.


Para saber como consultar este trabalho em sua versão integral, favor entrar em contato com a Companhia do Latão

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