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TESES E ARTIGOS
COSTA, Iná Camargo. E a vida continua, prefácio a O Nome do Sujeito. São Paulo: Editora Hedra, 1999.
SILVA, Fátima Antunes. Manifestações contemporâneas do teatro político: estudo da produção e da poética da Companhia do Latão e do El Galpón. 2002. 175 f. Dissertação (Mestrado em Integração da América Latina) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas/Universidade de São Paulo, São Paulo.
FISCHER, Stela Regina. Processo colaborativo: experiências de companhias
teatrais brasileiras nos anos 90. 2003. 207 f. Dissertação (Mestrado em Artes) - Instituto de Artes/Universidade Estadual de Campinas. Campinas.
FISCHER, Stela Regina. Dramaturgia em Processo: o teatro colaborativo e a renovação da escritura cênica nacional. Cadernos da Pós-Graduação, Instituto de Artes - Unicamp.
RAMOS, Danilo. Teatro de espelhos: o efeito de estranhamento gerado pela Cia. Do Latão de teatro. Relatório científico apresentado em fevereiro de 2003. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP, São Paulo.
ROJAS, Mario A. El "Auto dos Bons Tratos" de La Companhia do Latão y la desritualización de la historia. Publicado em Escena y realidad. Buenos Aires: Galerna/Universidad de Buenos Aires, 2003: 75-82.
MORAES, Margarete Maria de. O Auto dos Bons Tratos, da Companhia do Latão: Dramaturgia de raízes fincadas na realidade brasileira. 2005. 150f. Dissertação (Mestrado em Letras) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas/Universidade de São Paulo, São Paulo.
ATZPODIEN, Uta. Szenisches Verhandeln:Brasilianisches Theater der Gegenwart. Transcript Verlag, Bielefeld, Deutschland, 2005.
ANTUNES, Yaska. O teatro da Companhia do Latão: história e práxis. In ARANTES, Luiz H. M. e MACHADO, Irley. Perspectivas teatrais. EDUFU: Uberlândia, Universidade Federal de Uberlândia, 2005. p. 111-140.
CARBONARI, Marília. Teatro Épico na América Latina: Estudo comparativo da dramaturgia das peças Preguntas Inutiles, de Enrique Buenaventura (TEC-Colômbia), e O Nome do Sujeito de Sérgio de Carvalho e Márcio Marciano (Cia do Latão-Brasil). 2006.112 f. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina (Prolam), Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.
VILLEN, Gabriela. Companhia do Latão: 10 anos de caminhada com Bertolt Brecht. Projeto experimental para conclusão de graduação em jornalismo – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo, 2006.
LIMA, Eduardo Campos. Círculo de Giz e de Latão. Projeto experimental para conclusão do curso de jornalismo do Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2007.
AQUINO, Mônica e MASSARO, João. É tempo de destrambelhar. Projeto Experimental para conclusão do Curso de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. São Paulo, 2007.
BETTI, Maria Silvia. Companhia do Latão 7 peças. Revista Sala Preta, do programa de Pós Graduação em Artes Cêncas da ECA-USP. 2009. |
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MORAES, Margarete Maria de. O Auto dos Bons Tratos,
da Companhia do Latão: Dramaturgia de raízes
fincadas na realidade brasileira. 2005. 150f. Dissertação
(Mestrado em Letras) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas/Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo
A presente dissertação objetiva estudar a
obra de uma das mais importantes companhias teatrais brasileiras
dos últimos anos, a Companhia do Latão, recuperando
sua trajetória e atendo-se, posteriormente, à
análise do texto de um de seus mais importantes espetáculos:
O Auto dos Bons Tratos. O teatro desenvolvido pela Companhia
do Latão não se propõe a realizar um
trabalho hermético, cujo exibicionismo intelectual
só possa ser decifrado por um recptor de elite. Longe
disso, sua atenção está posta na objetivação
de uma inteligibilidade que leve à reflexão
e à tomada de uma postura crítica frente às
utopias precárias e efêmeras do mundo contemporâneo.
No caso da Companhia do Latão, a participação
pol´ticia do artista, embora exigida com especial veemência
pelo momento brasileiro, não se define apenas como
opção ideológica, porque também
é determinada pela própria evolução
histórica da função social da arte. O
que define o teatro politicamente engajado, no sentido que
apreciamos aqui, é a consciência de que arte
e cultura tanto podem ser instrumentos de conservação
como de transformação social. Essa visão
desmistificada dos valores culturais leva a Companhia a agir
sobre seu instrumento de expressão - o teatro - a fim
de contribuir para essa transformação da sociedade.
Palavras-chave: Teatro Brasileiro, Teatro Político,
Companhia do Latão, Auto
Sumário
INTRODUÇÃO 08
I. CAPÍTULO 1
A Companhia do Latão e a cena teatral contemporânea
13
Contexto 14
O Ponto de vista crítico 16
Experiência de Piscator 22
Experiência de Brecht 24
O Teatro dialético 30
Visão política e representação
artística 36
Espetáculos 39
II. Capítulos 2
O Auto dos Bons Tratos e os grilhões (in) visíveis
da dominação 62
O Auto e seus artífices 63
O Auto dos Bons Tratos: a História revisitada 71
Administração colonial e tensões religiosas
76
Dona Ignez e Leonor 82
Aculturação em cena 86
Aspectos formais: a construção da cena épica
90
Do texto à cena 93
CONCLUSÃO 95
BIBLIOGRAFIA 99
ANEXO
Auto dos Bons Tratos (texto completo) 104
Para consultar este trabalho em sua
versão integral, favor entrar em contato
com a Companhia do Latão
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FISCHER, Stela Regina.
Processo colaborativo: experiências de companhias
teatrais brasileiras nos anos 90. 2003. 207 f. Dissertação
(Mestrado em Artes) - Instituto de Artes/Universidade Estadual
de Campinas. Campinas.
O estudo visa pesquisar e definir um campo de experimentação
cênica que se opera no teatro de grupo brasileiro nos
anos 90: o processo colaborativo. São pesquisados procedimentos
criativos de algumas companhias em atividade, a fim de analisar
a organização interna, atuação,
direção, construção dramatúrgica
e cênica. Para cada companhia a ser pesquisada, desenvolvemse
recortes específicos, tais como: a política
interna e a divisão de trabalho, a partir da experiência
coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui
Traveiz (Porto Alegre, 1978); a autonomia do ator-autor, principal
agente criador da ação cênica, sob o viés
criativo do grupo Lume (Campinas, 1985); a redefinição
do perfil do diretor teatral, a partir das experimentações
do grupo Teatro da Vertigem (São Paulo, 1992); e a
dramaturgia em processo, elaboração da escritura
cênica e textual em colaboração, proposta
pela Companhia do Latão (São Paulo, 1996). Essa
conjunção caracteriza, a nosso ver, um panorama
importante das questões pertinentes ao processo colaborativo.
Trata-se de uma pesquisa histórica e teórica,
na qual se traça um perfil do teatro de grupo brasileiro
dos anos 90 e suas implicações para a renovação
da cena, dramaturgia e política cultural nacional.
Sumário
Resumo V
Abstract VI
Agradecimentos VII
Introdução 1
Capítulo 1
Processo Colaborativo: modelo de criação teatral
5
1.1 Precedentes históricos 6
1.2 Gracias, Señor: marco inicial da cena coletiva
brasileira 10
1.3 Criação coletiva: continuidade e difusão
13
1.3.1 O estigma do amadorismo 14
1.4 Anos 80: abertura e dissonâncias 20
1.4.1 A coexistência do teatro de grupo 24
1.5 Anos 90: afirmação do teatro de grupo 26
1.5.1 Ação em grupo 27
1.5.2 Universidade como berço de companhias teatrais
30
1.5.3 Êxodos 31
1.5.4 Reminiscências, fluxos e diversidades 33
1.5.5 Estímulo ao movimento teatral de grupo paulistano
36
1.6 Processo Colaborativo 38
Capítulo 2
Do Coletivo ao Colaborativo: a política de cena da
Tribo de
Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz 44
2.1 A Tribo 45
2.1.1 A Terreira da Tribo 48
2.1.2 Teatro de rua 49
2.1.3 Teatro de vivência 50
2.2 O avanço do coletivo para o colaborativo 53
2.3 Política de cena colaborativa 56
2.3.1 Disparidades e similitudes 58
2.3.1 Divisão de trabalho 61
2.4 A Saga de Canudos 65
Capítulo 3
A Polivalência do Ator: a autonomia do ator-autor do
Lume 73
3.1 A revitalização do ator 77
3.2 LUME: Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais
79
3.2.1 Ator virtuose: potencialidades 83
3.3 Técnica: veículo para autonomia 85
3.3.1 O estatuto da técnica do Lume 86
3.3.2 Técnica Pessoal: aporte para o desprendimento
90
3.4 Autonomia do ator 92
3.5 Decupagem do trabalho de ator para a representação
96
3.5.1 Desautorização do diretor 98
3.5.2 Experiências com diretores convidados 101
3.6 Um Dia... 104
Capítulo 4
O Encenador (des)Construído: a direção
cênica do
Teatro da Vertigem 115
4.1 A desautorização da autoridade 118
4.1.2 O mito do herói 121
4.2 Formas de direção 123
4.2.1 Réquiem para o teatro de diretor 123
4.2.2 Direção coletiva 126
4.2.3 Diretor colaborador 128
4.3 Teatro da Vertigem 132
4.3.1 Encenações: mosaico epifânico 133
4.3.2 O Paraíso Perdido 136
4.3.3 O Livro de Jó 141
4.3.4 Apocalipse 1,11 146
Capítulo 5
Dramaturgia em Processo: a escritura da
Companhia do Latão 156
5.1 A questão da autoria 157
5.1.1 Escritura teatral contemporânea 161
5.2 Companhia do Latão: histórico e intenções
165
5.3 Dramaturgia em Processo 168
5.4 Processo Criativo: formação de uma escritura
teatral
colaborativa 171
5.4.1 Algumas contradições autorais 179
5.5 Auto dos Bons Tratos 182
Conclusão 191
Bibliografia e Fontes Referenciais 197
Anexo I
Anexo II
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consultar este trabalho em sua versão integral, clique
aqui.
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RAMOS, Danilo Paiva. Teatro de Espelhos: O efeito
de estranhamento gerado pela Cia. do Latão de Teatro.
Relatório científico apresentado em fevereiro
de 2003. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas, USP, São Paulo.
Resumo
O evento teatral da Companhia do Latão de teatro
constitui um espaço de encontro onde, atores
e espectadores dialogam. Estes refletem e dão
significado ao que estão vivenciando por meio
lembranças e experiências que dizem respeito
a suas trajetórias de vida. Assim, postas em
contato imagens de si mesmo e dos outros, neste espelho
de visões do mundo, os olhos estranham o que
vêem, e estranhando refletem. O recurso do estranhamente,
como fonte geradora de conhecimento, vem a ser uma das
bases da produção de conhecimento da Antropologia.
É retratando as contradições sociais,
por meio do teatro épico brechtiano, que a Cia
do Latão busca causar o estranhamento no espectador
e nos atores. Tendo como meta o estudo das performances
estéticas realizadas pela Cia. do Latão,
e das trajetórias de vida (elaborar melhor a
questão da história de vida) de uma ator
e um espectador, postos em contato no momento da performance,
este trabalho busca compreender como será esta
relação de aprendizado (aprofundar a questão
do aprendizado, relacionando-a à questão
da memória), mediada pelo espaço artístico,
estabelecida no encontro entre a Cia. do Latão
e o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (necessário
elaborar melhor a questão acerca do MST). Empenhando-se
em observar a seqüência da performance como
um todo, e as memórias que vêem à
tona pela participação na performance
teatral, a análise desdobra-se sobre este objeto
situado num ponto de contato entre a Antropologia e
o Teatro. Por um lado, utilizam-se os modelos de análise
de Victor Turner para estudar as performances de Teatro
Épico, onde a preocupação educacional
e crítica delineia importantes aspectos rituais.
Por outro lado, a pesquisa incorpora princípios
teóricos brechtianos para compor suas performances.
Desta forma, o campo de estudo estabelece interessante
tensão entre as categorias nativas e as categorias
analíticas do antropólogo.
Para
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SILVA, Fátima
Antunes da. Manifestações
contemporâneas do teatro político: estudo
da produção e da poética da Companhia
do Latão e do El Galpón. 2002. 175 f. Dissertação
(Mestrado em Integração da América
Latina) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas/Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo
O presente trabalho tentou analisar manifestações
do teatro político na década de 90. Interessou-nos
saber das possíveis ocorrências desse teatro
na cidade de São Paulo e Montevidéu, Brasil
e Uruguai, o que o situou numa perspectiva comparativista.
Duas companhias teatrais, Companhia do Latão
e El Galpón, foram selecionadas devido ao repertório
e à história de ambas que pareciam comprometidas
com o que se convencionou chamar teatro político.
Esse fato suscitou perguntas tais como: por que motivo
esse tipo de teatro estaria se manifestando hoje? Ou
já não seria o teatro político
moderno que surgiu no século XX? Então,
o que seria?
A problematização da idéia de teatro
político, buscando em sua origem o seu conceito
primordial foi um passo fundamental para alcançar
um dos objetivos desse trabalho, qual seja, o de saber
quais são efetivamente os elementos que caracterizam
uma obra teatral política. Situar a discussão
nos países de interesse, contextualizando histórica,
política e socialmente a década de 60,
foi importante para o confronto inevitável que
ela suscitou com os anos 90.
A hipótese de que se trataria sim de "autêntico"
teatro político se confirmou apenas no caso da
Companhia do Latão, de São Paulo; sendo
falso no caso do Uruguai. Em relação ao
primeiro caso, o resultado mostrou que a partir de meados
da década de 90, o nível elevado da mistificação
empreendida pelo poder para mascarar a realidade para
os grupos sociais econômicos, decorrentes da tendência
neoliberalizante da política adotada pelo governo,
cujas promessas de benfeitorias não se confirmaram,
provocaram, depois de cerca de 15 anos de descontinuidades,
a retomada do teatro político moderno no país.
No Uruguai, o resultado apontou que a mistificação
sofrida pelo próprio grupo por sua história
e por sua imagem no mundo, impediu os integrantes do
grupo de formularem respostas críticas mais dinâmicas
aos graves problemas sociais, econômicos e políticos,
que assemelhados aos do Brasil, assolam o país.
Sumário
INTRODUÇÃO 1
I - TEATRO POLÍTICO 12
1. O que é teatro político 13
2. Origens 15
3. Experiência de Piscator 22
4. Brecht 28
II - AMÉRICA LATINA E O TEATRO POLÍTICO
37
1. Os anos 60 e o teatro político 40
2. Brasil 49
3. Uruguai 54
III - PÓS-MODERNIDADE E MISTIFICAÇÃO
68
1. A emergência da pós-modernidade da América
Latina 69
2. Anos 90: Contextualização ou o processo
de mistificação dos anos 90 82
3. Estratégia para "entrar e sair"
dos mitos 92
4. O teatro político como desmistificação
da realidade 108
IV - COMPANHIA DO LATÃO 115
1. História 116
2. Criação e produção 126
3. Análise da montagem 133
V - EL GALPÓN 151
1. Mestre Atahualpa 152
2. Pequena História do El Galpón 156
3. El Galpón dos anos 90 164
VI - CONSIDERAÇÕES FINAIS 165
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 170
ANEXOS
1. Depoimentos de integrantes da Companhia do Latão
2. Depoimentos de integrantes da Companhia El Galpón
Para
saber como consultar este trabalho em sua versão
integral, favor entrar em contato com a Companhia do Latão
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El "Auto dos Bons Tratos" de La Companhia
do Latão y la desritualización de la historia
Mario A. Rojas, The Catholic
University of America,
Washington, D.C.
La Companhia do Latão de São Paulo es
relativamente nueva, pero en sus cortos años
de existencia ha logrado un sitio importante en la escena
paulista y brasileña en general. El grupo se
inauguró en 1996 con un montaje de "La muerte
de Dantón" de Georg Büchner que fue
seguido por una adaptación de "A Compra
do Latão" de Bertolt Brecht que intitularon
"Ensaio sobre o Latão." Más
adelante montaron, primero algunas escenas y luego el
texto completo de Santa Juana de los Mataderos, también
de Brecht. Además de destacarse en la escena
brasileña por sus actuaciones, el Latão
se ha distinguido también como un importante
centro de estudio del teatro. Su orientación
es marxista y su principal punto de apoyo la teoría
y praxis de Bertold Brecht. Esta particular tendencia
estético-ideológica del grupo se pudo
corroborar en abril del 2001 al lanzarse al mercado
en São Paulo la traducción al portugués
del libro de Fredric Jameson, Brecht and Method --en
que de manera lúcida el conocido crítico
estadounidense retoma el trabajo de Brecht para demostrar
su importancia y vigencia actual-- el Latão participó
en este lanzamiento presentando algunas escenas de Santa
Juana de los mataderos. En este ensayo nos enfocaremos
en la última de sus puestas, "Auto dos Bons
Tratos" que, junto a "A Comédia do
Trabalho", formó parte del repertorio de
espectáculos presentados al FITEI 2002, un festival
de teatro iberoamericano que desde hace veinticinco
años se celebra anualmente en Oporto.
....continua
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E A VIDA CONTINUA
Iná Camargo Costa
Para quem se iniciou na história do nosso
teatro em fins dos anos 70, o interesse pelo teatro
épico, se não fosse caso de cegueira política,
teria necessariamente que ser temperado com um decisivo
sabor de ciclo encerrado (sem prejuízo das lições
a serem recolhidas) e a temporada que se abriu nos anos
80 confirmava essa impressão com suas opções
pelo esteticismo, abstrações e demais
curiosidades ditas experimentais então identificadas
sob a rubrica do pós-moderno.
As últimas derrotas do campo socialista também
contribuíram para firmar a convicção
de que até segunda ordem só restava aos
interessados no teatro épico a luta quase clandestina
pelos despojos de sua história. Walter Benjamin
alertara para o risco que até os mortos correm
enquanto o inimigo estiver vencendo. E Brecht, já
no exílio, demonstrara que, na ausência
de um poderoso movimento de trabalhadores interessados
na discussão artística de seus problemas
e em condições de lutar por esse interesse,
o teatro que se pretendia a expressão estética
desse movimento teria que recomeçar por um necessário
recuo, reinventando-se por completo.
Com as devidas diferenças de fuso horário,
o processo análogo que mal se esboçou
em nosso teatro em fins dos anos cinquenta e foi atropelado
por tanques e incêndios em 1964 pedia um balanço
que levasse em conta aquelas lições. Assim,
se fosse o caso de formular alguma expectativa, o máximo
que se poderia esperar, quando as coisas começassem
a mudar de rumo, seria uma retomada dos fios violentamente
cortados pela ditadura.
continua...
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Teatro
Épico na América Latina: Estudo comparativo
da dramaturgia das peças Preguntas Inutiles,
de Enrique Buenaventura (TEC-Colômbia), e O Nome
do Sujeito de Sérgio de Carvalho e Márcio
Marciano (Cia do Latão-Brasil).
Marília
Carbonari
Resumo
O teatro épico na América Latina
se desenvolveu principalmente a partir da década
de 50, quando o movimento de teatro independente gerou
uma transformação no modo de produção
teatral e na forma de expressão artística
existente no continente. A influência do teatro
do dramaturgo Bertolt Brecht, o modo de criação
coletiva das peças e a construção
de uma dramaturgia própria voltada para a história
e luta de nosso povo, foram as principais características
desse movimento no qual se inserem os trabalhos dos
grupos selecionados nesse estudo. Destacando-se na história
recente do teatro de seus respectivos países,
o Teatro Experimental de Cali (TEC) e a Companhia do
Latão, fazem parte dessa nova história
do teatro latino-americano. Fundado em 1955 por Enrique
Buenaventura, o TEC direcionou o movimento do Teatro
Novo na Colômbia , e influenciou a discussão
da prática teatral de todo o continente através
de seu método de criação coletiva
e sua nova dramaturgia. Embora com uma história
mais atual, a Companhia do Latão se destaca no
cenário teatral brasileiro no final da década
de 90, por conseguir retomar a prática de uma
dramaturgia e encenação que discutisse
a história do Brasil a partir das contradições
e processos políticos de nosso cotidiano. A escolha
das peças Preguntas Inútiles (do TEC)
e O Nome do Sujeito (da Cia. do Latão), ocorreu
devido sua importância na trajetória de
cada grupo, pois retoma, no caso do TEC, e inaugura,
no caso da Cia. do Latão, o modo de trabalho
de criação coletiva. Para a análise
de como a dramaturgia dessas obras discute os problemas
de nossa realidade latino-americana, selecionamos três
cenas representativas de cada peça. O tema escolhido
para a comparação das duas obras foi a
relação mercantil entre os personagens,
essa relação revelou as estruturas do
mundo capitalista que as obras pretendiam mostrar, e
proporcionou a crítica dos processos de reificação
e fetichismo presentes nas relações humanas
atuais. Além disso, o estudo comparativo da dramaturgia
das cenas permitiu o diálogo entre essas experiências
de dramaturgia latino-americanas e revelou a importância
da prática de um teatro épico que inspire
a crítica de nossa sociedade através do
prazer estético.
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