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TESES E ARTIGOS
ATZPODIEN,
Uta.
Szenisches Verhandeln:
Brasilianisches Theater der Gegenwart.
Transcript Verlag, Bielefeld, Deutschland, 2005.
CARBONARI,
Marília.
Teatro Épico na América Latina: Estudo comparativo
da dramaturgia das peças Preguntas Inutiles, de Enrique
Buenaventura (TEC-Colômbia), e O Nome do Sujeito de
Sérgio de Carvalho e Márcio Marciano (Cia do
Latão-Brasil). 2006.112 f. Dissertação
(Mestrado) - Programa de Pós-Graduação
em Integração da América Latina (Prolam),
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.
FISCHER,
Stela Regina.
Processo colaborativo: experiências de companhias
teatrais brasileiras nos anos 90. 2003. 207 f. Dissertação
(Mestrado em Artes) - Instituto de Artes/Universidade Estadual
de Campinas. Campinas.
FISCHER,
Stela Regina. Dramaturgia
em Processo: o teatro colaborativo e a renovação
da escritura cênica nacional.Cadernos da Pós-Graduação,
Instituto de Artes - Unicamp.
MORAES,
Margarete Maria de.
O Auto
dos Bons Tratos, da Companhia do Latão: Dramaturgia
de raízes fincadas na realidade brasileira. 2005. 150f.
Dissertação (Mestrado em Letras) - Faculdade
de Filosofia, Letras e Ciências Humanas/Universidade
de São Paulo, São Paulo.
RAMOS,
Danilo Paiva. Teatro
de Espelhos: O efeito de estranhamento gerado pela Cia. do
Latão de Teatro. Relatório científico
apresentado em fevereiro de 2003. Faculdade de Filosofia,
Letras e Ciências Humanas, USP, São Paulo.
ROJAS.
Mario A.
El "Auto dos Bons Tratos" de La Companhia do Latão
y la desritualización de la historia. The Catholic
University of America, Washington, D.C. s/data.
SILVA,
Fátima Antunes da. Manifestações
contemporâneas do teatro político: estudo da
produção e da poética da Companhia do
Latão e do El Galpón. 2002. 175 f. Dissertação
(Mestrado em Integração da América Latina)
- Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas/Universidade
de São Paulo, São Paulo.
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MORAES, Margarete Maria de. O Auto dos Bons Tratos,
da Companhia do Latão: Dramaturgia de raízes
fincadas na realidade brasileira. 2005. 150f. Dissertação
(Mestrado em Letras) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas/Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo
A presente dissertação objetiva estudar a
obra de uma das mais importantes companhias teatrais brasileiras
dos últimos anos, a Companhia do Latão, recuperando
sua trajetória e atendo-se, posteriormente, à
análise do texto de um de seus mais importantes espetáculos:
O Auto dos Bons Tratos. O teatro desenvolvido pela Companhia
do Latão não se propõe a realizar um
trabalho hermético, cujo exibicionismo intelectual
só possa ser decifrado por um recptor de elite. Longe
disso, sua atenção está posta na objetivação
de uma inteligibilidade que leve à reflexão
e à tomada de uma postura crítica frente às
utopias precárias e efêmeras do mundo contemporâneo.
No caso da Companhia do Latão, a participação
pol´ticia do artista, embora exigida com especial veemência
pelo momento brasileiro, não se define apenas como
opção ideológica, porque também
é determinada pela própria evolução
histórica da função social da arte. O
que define o teatro politicamente engajado, no sentido que
apreciamos aqui, é a consciência de que arte
e cultura tanto podem ser instrumentos de conservação
como de transformação social. Essa visão
desmistificada dos valores culturais leva a Companhia a agir
sobre seu instrumento de expressão - o teatro - a fim
de contribuir para essa transformação da sociedade.
Palavras-chave: Teatro Brasileiro, Teatro Político,
Companhia do Latão, Auto
Sumário
INTRODUÇÃO 08
I. CAPÍTULO 1
A Companhia do Latão e a cena teatral contemporânea
13
Contexto 14
O Ponto de vista crítico 16
Experiência de Piscator 22
Experiência de Brecht 24
O Teatro dialético 30
Visão política e representação
artística 36
Espetáculos 39
II. Capítulos 2
O Auto dos Bons Tratos e os grilhões (in) visíveis
da dominação 62
O Auto e seus artífices 63
O Auto dos Bons Tratos: a História revisitada 71
Administração colonial e tensões religiosas
76
Dona Ignez e Leonor 82
Aculturação em cena 86
Aspectos formais: a construção da cena épica
90
Do texto à cena 93
CONCLUSÃO 95
BIBLIOGRAFIA 99
ANEXO
Auto dos Bons Tratos (texto completo) 104
Para consultar este trabalho em sua
versão integral, favor entrar em contato
com a Companhia do Latão
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FISCHER, Stela Regina.
Processo colaborativo: experiências de companhias
teatrais brasileiras nos anos 90. 2003. 207 f. Dissertação
(Mestrado em Artes) - Instituto de Artes/Universidade Estadual
de Campinas. Campinas.
O estudo visa pesquisar e definir um campo de experimentação
cênica que se opera no teatro de grupo brasileiro nos
anos 90: o processo colaborativo. São pesquisados procedimentos
criativos de algumas companhias em atividade, a fim de analisar
a organização interna, atuação,
direção, construção dramatúrgica
e cênica. Para cada companhia a ser pesquisada, desenvolvemse
recortes específicos, tais como: a política
interna e a divisão de trabalho, a partir da experiência
coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui
Traveiz (Porto Alegre, 1978); a autonomia do ator-autor, principal
agente criador da ação cênica, sob o viés
criativo do grupo Lume (Campinas, 1985); a redefinição
do perfil do diretor teatral, a partir das experimentações
do grupo Teatro da Vertigem (São Paulo, 1992); e a
dramaturgia em processo, elaboração da escritura
cênica e textual em colaboração, proposta
pela Companhia do Latão (São Paulo, 1996). Essa
conjunção caracteriza, a nosso ver, um panorama
importante das questões pertinentes ao processo colaborativo.
Trata-se de uma pesquisa histórica e teórica,
na qual se traça um perfil do teatro de grupo brasileiro
dos anos 90 e suas implicações para a renovação
da cena, dramaturgia e política cultural nacional.
Sumário
Resumo V
Abstract VI
Agradecimentos VII
Introdução 1
Capítulo 1
Processo Colaborativo: modelo de criação teatral
5
1.1 Precedentes históricos 6
1.2 Gracias, Señor: marco inicial da cena coletiva
brasileira 10
1.3 Criação coletiva: continuidade e difusão
13
1.3.1 O estigma do amadorismo 14
1.4 Anos 80: abertura e dissonâncias 20
1.4.1 A coexistência do teatro de grupo 24
1.5 Anos 90: afirmação do teatro de grupo 26
1.5.1 Ação em grupo 27
1.5.2 Universidade como berço de companhias teatrais
30
1.5.3 Êxodos 31
1.5.4 Reminiscências, fluxos e diversidades 33
1.5.5 Estímulo ao movimento teatral de grupo paulistano
36
1.6 Processo Colaborativo 38
Capítulo 2
Do Coletivo ao Colaborativo: a política de cena da
Tribo de
Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz 44
2.1 A Tribo 45
2.1.1 A Terreira da Tribo 48
2.1.2 Teatro de rua 49
2.1.3 Teatro de vivência 50
2.2 O avanço do coletivo para o colaborativo 53
2.3 Política de cena colaborativa 56
2.3.1 Disparidades e similitudes 58
2.3.1 Divisão de trabalho 61
2.4 A Saga de Canudos 65
Capítulo 3
A Polivalência do Ator: a autonomia do ator-autor do
Lume 73
3.1 A revitalização do ator 77
3.2 LUME: Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais
79
3.2.1 Ator virtuose: potencialidades 83
3.3 Técnica: veículo para autonomia 85
3.3.1 O estatuto da técnica do Lume 86
3.3.2 Técnica Pessoal: aporte para o desprendimento
90
3.4 Autonomia do ator 92
3.5 Decupagem do trabalho de ator para a representação
96
3.5.1 Desautorização do diretor 98
3.5.2 Experiências com diretores convidados 101
3.6 Um Dia... 104
Capítulo 4
O Encenador (des)Construído: a direção
cênica do
Teatro da Vertigem 115
4.1 A desautorização da autoridade 118
4.1.2 O mito do herói 121
4.2 Formas de direção 123
4.2.1 Réquiem para o teatro de diretor 123
4.2.2 Direção coletiva 126
4.2.3 Diretor colaborador 128
4.3 Teatro da Vertigem 132
4.3.1 Encenações: mosaico epifânico 133
4.3.2 O Paraíso Perdido 136
4.3.3 O Livro de Jó 141
4.3.4 Apocalipse 1,11 146
Capítulo 5
Dramaturgia em Processo: a escritura da
Companhia do Latão 156
5.1 A questão da autoria 157
5.1.1 Escritura teatral contemporânea 161
5.2 Companhia do Latão: histórico e intenções
165
5.3 Dramaturgia em Processo 168
5.4 Processo Criativo: formação de uma escritura
teatral
colaborativa 171
5.4.1 Algumas contradições autorais 179
5.5 Auto dos Bons Tratos 182
Conclusão 191
Bibliografia e Fontes Referenciais 197
Anexo I
Anexo II
Para
consultar este trabalho em sua versão integral, clique
aqui.
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FISCHER, Stela Regina.
Processo colaborativo: experiências de companhias
teatrais brasileiras nos anos 90. 2003. 207 f. Dissertação
(Mestrado em Artes) - Instituto de Artes/Universidade
Estadual de Campinas. Campinas.
O estudo visa pesquisar e definir um campo de experimentação
cênica que se opera no teatro de grupo brasileiro
nos anos 90: o processo colaborativo. São pesquisados
procedimentos criativos de algumas companhias em atividade,
a fim de analisar a organização interna,
atuação, direção, construção
dramatúrgica e cênica. Para cada companhia
a ser pesquisada, desenvolvemse recortes específicos,
tais como: a política interna e a divisão
de trabalho, a partir da experiência coletiva
da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
(Porto Alegre, 1978); a autonomia do ator-autor, principal
agente criador da ação cênica, sob
o viés criativo do grupo Lume (Campinas, 1985);
a redefinição do perfil do diretor teatral,
a partir das experimentações do grupo
Teatro da Vertigem (São Paulo, 1992); e a dramaturgia
em processo, elaboração da escritura cênica
e textual em colaboração, proposta pela
Companhia do Latão (São Paulo, 1996).
Essa conjunção caracteriza, a nosso ver,
um panorama importante das questões pertinentes
ao processo colaborativo. Trata-se de uma pesquisa histórica
e teórica, na qual se traça um perfil
do teatro de grupo brasileiro dos anos 90 e suas implicações
para a renovação da cena, dramaturgia
e política cultural nacional.
Sumário
Resumo V
Abstract VI
Agradecimentos VII
Introdução 1
Capítulo 1
Processo Colaborativo: modelo de criação
teatral 5
1.1 Precedentes históricos 6
1.2 Gracias, Señor: marco inicial da cena coletiva
brasileira 10
1.3 Criação coletiva: continuidade e difusão
13
1.3.1 O estigma do amadorismo 14
1.4 Anos 80: abertura e dissonâncias 20
1.4.1 A coexistência do teatro de grupo 24
1.5 Anos 90: afirmação do teatro de grupo
26
1.5.1 Ação em grupo 27
1.5.2 Universidade como berço de companhias teatrais
30
1.5.3 Êxodos 31
1.5.4 Reminiscências, fluxos e diversidades 33
1.5.5 Estímulo ao movimento teatral de grupo
paulistano 36
1.6 Processo Colaborativo 38
Capítulo 2
Do Coletivo ao Colaborativo: a política de cena
da Tribo de
Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz 44
2.1 A Tribo 45
2.1.1 A Terreira da Tribo 48
2.1.2 Teatro de rua 49
2.1.3 Teatro de vivência 50
2.2 O avanço do coletivo para o colaborativo
53
2.3 Política de cena colaborativa 56
2.3.1 Disparidades e similitudes 58
2.3.1 Divisão de trabalho 61
2.4 A Saga de Canudos 65
Capítulo 3
A Polivalência do Ator: a autonomia do ator-autor
do Lume 73
3.1 A revitalização do ator 77
3.2 LUME: Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas
Teatrais 79
3.2.1 Ator virtuose: potencialidades 83
3.3 Técnica: veículo para autonomia 85
3.3.1 O estatuto da técnica do Lume 86
3.3.2 Técnica Pessoal: aporte para o desprendimento
90
3.4 Autonomia do ator 92
3.5 Decupagem do trabalho de ator para a representação
96
3.5.1 Desautorização do diretor 98
3.5.2 Experiências com diretores convidados 101
3.6 Um Dia... 104
Capítulo 4
O Encenador (des)Construído: a direção
cênica do
Teatro da Vertigem 115
4.1 A desautorização da autoridade 118
4.1.2 O mito do herói 121
4.2 Formas de direção 123
4.2.1 Réquiem para o teatro de diretor 123
4.2.2 Direção coletiva 126
4.2.3 Diretor colaborador 128
4.3 Teatro da Vertigem 132
4.3.1 Encenações: mosaico epifânico
133
4.3.2 O Paraíso Perdido 136
4.3.3 O Livro de Jó 141
4.3.4 Apocalipse 1,11 146
Capítulo 5
Dramaturgia em Processo: a escritura da
Companhia do Latão 156
5.1 A questão da autoria 157
5.1.1 Escritura teatral contemporânea 161
5.2 Companhia do Latão: histórico e intenções
165
5.3 Dramaturgia em Processo 168
5.4 Processo Criativo: formação de uma
escritura teatral
colaborativa 171
5.4.1 Algumas contradições autorais 179
5.5 Auto dos Bons Tratos 182
Conclusão 191
Bibliografia e Fontes Referenciais 197
Anexo I
Anexo II
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consultar este trabalho em sua versão integral,
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RAMOS, Danilo Paiva. Teatro de Espelhos: O efeito
de estranhamento gerado pela Cia. do Latão de Teatro.
Relatório científico apresentado em fevereiro
de 2003. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas, USP, São Paulo.
Resumo
O evento teatral da Companhia do Latão de teatro
constitui um espaço de encontro onde, atores
e espectadores dialogam. Estes refletem e dão
significado ao que estão vivenciando por meio
lembranças e experiências que dizem respeito
a suas trajetórias de vida. Assim, postas em
contato imagens de si mesmo e dos outros, neste espelho
de visões do mundo, os olhos estranham o que
vêem, e estranhando refletem. O recurso do estranhamente,
como fonte geradora de conhecimento, vem a ser uma das
bases da produção de conhecimento da Antropologia.
É retratando as contradições sociais,
por meio do teatro épico brechtiano, que a Cia
do Latão busca causar o estranhamento no espectador
e nos atores. Tendo como meta o estudo das performances
estéticas realizadas pela Cia. do Latão,
e das trajetórias de vida (elaborar melhor a
questão da história de vida) de uma ator
e um espectador, postos em contato no momento da performance,
este trabalho busca compreender como será esta
relação de aprendizado (aprofundar a questão
do aprendizado, relacionando-a à questão
da memória), mediada pelo espaço artístico,
estabelecida no encontro entre a Cia. do Latão
e o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (necessário
elaborar melhor a questão acerca do MST). Empenhando-se
em observar a seqüência da performance como
um todo, e as memórias que vêem à
tona pela participação na performance
teatral, a análise desdobra-se sobre este objeto
situado num ponto de contato entre a Antropologia e
o Teatro. Por um lado, utilizam-se os modelos de análise
de Victor Turner para estudar as performances de Teatro
Épico, onde a preocupação educacional
e crítica delineia importantes aspectos rituais.
Por outro lado, a pesquisa incorpora princípios
teóricos brechtianos para compor suas performances.
Desta forma, o campo de estudo estabelece interessante
tensão entre as categorias nativas e as categorias
analíticas do antropólogo.
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SILVA, Fátima
Antunes da. Manifestações
contemporâneas do teatro político: estudo
da produção e da poética da Companhia
do Latão e do El Galpón. 2002. 175 f. Dissertação
(Mestrado em Integração da América
Latina) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas/Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo
O presente trabalho tentou analisar manifestações
do teatro político na década de 90. Interessou-nos
saber das possíveis ocorrências desse teatro
na cidade de São Paulo e Montevidéu, Brasil
e Uruguai, o que o situou numa perspectiva comparativista.
Duas companhias teatrais, Companhia do Latão
e El Galpón, foram selecionadas devido ao repertório
e à história de ambas que pareciam comprometidas
com o que se convencionou chamar teatro político.
Esse fato suscitou perguntas tais como: por que motivo
esse tipo de teatro estaria se manifestando hoje? Ou
já não seria o teatro político
moderno que surgiu no século XX? Então,
o que seria?
A problematização da idéia de teatro
político, buscando em sua origem o seu conceito
primordial foi um passo fundamental para alcançar
um dos objetivos desse trabalho, qual seja, o de saber
quais são efetivamente os elementos que caracterizam
uma obra teatral política. Situar a discussão
nos países de interesse, contextualizando histórica,
política e socialmente a década de 60,
foi importante para o confronto inevitável que
ela suscitou com os anos 90.
A hipótese de que se trataria sim de "autêntico"
teatro político se confirmou apenas no caso da
Companhia do Latão, de São Paulo; sendo
falso no caso do Uruguai. Em relação ao
primeiro caso, o resultado mostrou que a partir de meados
da década de 90, o nível elevado da mistificação
empreendida pelo poder para mascarar a realidade para
os grupos sociais econômicos, decorrentes da tendência
neoliberalizante da política adotada pelo governo,
cujas promessas de benfeitorias não se confirmaram,
provocaram, depois de cerca de 15 anos de descontinuidades,
a retomada do teatro político moderno no país.
No Uruguai, o resultado apontou que a mistificação
sofrida pelo próprio grupo por sua história
e por sua imagem no mundo, impediu os integrantes do
grupo de formularem respostas críticas mais dinâmicas
aos graves problemas sociais, econômicos e políticos,
que assemelhados aos do Brasil, assolam o país.
Sumário
INTRODUÇÃO 1
I - TEATRO POLÍTICO 12
1. O que é teatro político 13
2. Origens 15
3. Experiência de Piscator 22
4. Brecht 28
II - AMÉRICA LATINA E O TEATRO POLÍTICO
37
1. Os anos 60 e o teatro político 40
2. Brasil 49
3. Uruguai 54
III - PÓS-MODERNIDADE E MISTIFICAÇÃO
68
1. A emergência da pós-modernidade da América
Latina 69
2. Anos 90: Contextualização ou o processo
de mistificação dos anos 90 82
3. Estratégia para "entrar e sair"
dos mitos 92
4. O teatro político como desmistificação
da realidade 108
IV - COMPANHIA DO LATÃO 115
1. História 116
2. Criação e produção 126
3. Análise da montagem 133
V - EL GALPÓN 151
1. Mestre Atahualpa 152
2. Pequena História do El Galpón 156
3. El Galpón dos anos 90 164
VI - CONSIDERAÇÕES FINAIS 165
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 170
ANEXOS
1. Depoimentos de integrantes da Companhia do Latão
2. Depoimentos de integrantes da Companhia El Galpón
Para
saber como consultar este trabalho em sua versão
integral, favor entrar em contato com a Companhia do Latão
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El "Auto dos Bons Tratos" de La Companhia
do Latão y la desritualización de la historia
Mario A. Rojas, The Catholic
University of America,
Washington, D.C.
La Companhia do Latão de São Paulo es
relativamente nueva, pero en sus cortos años
de existencia ha logrado un sitio importante en la escena
paulista y brasileña en general. El grupo se
inauguró en 1996 con un montaje de "La muerte
de Dantón" de Georg Büchner que fue
seguido por una adaptación de "A Compra
do Latão" de Bertolt Brecht que intitularon
"Ensaio sobre o Latão." Más
adelante montaron, primero algunas escenas y luego el
texto completo de Santa Juana de los Mataderos, también
de Brecht. Además de destacarse en la escena
brasileña por sus actuaciones, el Latão
se ha distinguido también como un importante
centro de estudio del teatro. Su orientación
es marxista y su principal punto de apoyo la teoría
y praxis de Bertold Brecht. Esta particular tendencia
estético-ideológica del grupo se pudo
corroborar en abril del 2001 al lanzarse al mercado
en São Paulo la traducción al portugués
del libro de Fredric Jameson, Brecht and Method --en
que de manera lúcida el conocido crítico
estadounidense retoma el trabajo de Brecht para demostrar
su importancia y vigencia actual-- el Latão participó
en este lanzamiento presentando algunas escenas de Santa
Juana de los mataderos. En este ensayo nos enfocaremos
en la última de sus puestas, "Auto dos Bons
Tratos" que, junto a "A Comédia do
Trabalho", formó parte del repertorio de
espectáculos presentados al FITEI 2002, un festival
de teatro iberoamericano que desde hace veinticinco
años se celebra anualmente en Oporto.
....continua
Para
consultar este trabalho em sua versão integral,
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La Companhia do Latão (São Paulo) en el
FITEI 2002 y la revitalización del método
brechtiano.
Mario A. Rojas, Catholic University, of America,
Washington D.C.
El Festival Internacional de Teatro de Expressão
Ibérica, conocido como FITEI, es un importante
festival que desde hace veinticinco años se ha
celebrado sin interrupción en Oporto, la segunda
ciudad más importante del Portugal situada al
norte del país. El FITEI se diferencia de otros
festivales iberoamericanos en, por lo menos, dos aspectos.
Primero, porque amplía lo que corrientemente
se identifica como el 'mundo ibérico', extendiendo
una invitación a grupos africanos provenientes
de las ex-colonias portuguesas, Angola, Cabo Verde y
Mozambique que, por ser hablantes de la lengua lusitana
y compartir rasgos de la cultura ibérica, justifican
plenamente su inclusión. Segundo, porque, como
lo explica su presidente, António Reis, éste
es un "festival no competitivo" por cuanto
en la selección de los participantes, más
que una estética apropiada para festivales, lo
que importa a los organizadores es que las propuestas
de cada grupo, sean una expresión auténtica
de su cultura y que en sus espectáculos procuren
la "conquista de la libertad, de la paz [y]del
progreso de las naciones" (Porto, 282). De este
modo, Reis se mantiene fiel a los objetivos que se trazara
el festival en 1977, cuando un grupo de jóvenes
teatristas de Oporto, aprovechando el aire renovador
que se respiraba al término de una dictadura
de casi medio siglo fundaron el FITEI. Como es de esperar
la presencia de grupos de habla portuguesa es siempre
la más numerosa, y entre ellos la de los grupos
brasileños, que con su talento personal, amor
a su cultura y gran creatividad y alegría, siempre
traen a Oporto espectáculos que provocan un gran
entusiasmo en el reservado y mesurado público
portugués. Entre los grupos que participaron
en el FITEI 2002, realizado entre 29 de mayo y 10 de
junio, se vio la puesta espectacular de la Compañía
brasileña de Ruth Escobar, de "Os Luisíadas",
una transposición escénica del poema épico
de Luis de Camões que ostentó un gran
despliegue de recursos escénicos y un impresionante
elenco de 50 actores. También se vio la puesta
de "La Lozana Andaluza", una novela picaresca
renacentista de Francisco Delicado, adaptada al teatro
por Rafael Alberti, escenificada por el Centro Andaluz
de Teatro, de muy explícitas y, diríamos
innecesarias, escenas sexuales. Pero, sobre todo, lo
que más atrajo nuestra atención fueron
las dos piezas de la Companhia do Latão que comentaré
a continuación.
....continua
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SEM TÍTLO
SILVA, Elaine Rodrigues
da.2005. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas. Universidade de São Paulo
Preliminary Considerations
/ Introduction
A critic from a renowned newspaper in São Paulo
said about the cultural life in 2004: "No balanço
que fiz na semana passada, faltou o teatro. Mas só
vi algumas coisas, como Mademoiselle Chanel, que não
foram além do eficiente, e ainda não pude
conferir as mais elogiadas pelos especialistas, como
Agreste. Talvez seja a área com mais riscos na
agenda de eventos..." . The same newspaper published,
two weeks before, an interview with the actor and director
Paulo Autran, who is currently acting in a play which
costs the "symbolic" price of sixty reais
to be seen. When asked to mention a play that had frustrated
his expectations he said: "O Otelo do Folias D´Arte.
Alguns bons atores, mas apesar dos prêmios que
recebeu e do sucesso que continua a fazer, não
me convenceu. Meter a martelo idéias políticas
numa deslumbrante tragédia passional parece-me
um desserviço" . On the other hand, Agreste
for him was surprisingly good.
If theater was overlooked by the critic Daniel Piza
and politics despised by the influential actor Paulo
Autran, we want exactly to make an analysis of the political
theater conceived by the group Companhia do Latão.
Their aesthetic and thematic choices, in-depth political
and cultural research, work relations, and clear stance
against capitalism lend Companhia do Latão an
important position for the cultural front. In the current
phase of capitalism, when mass media has a central role
in the taming of societal changing impetus, and when
we cannot distinguish what is culture and what is capital
(Eagleton, 2003:48), the cultural front is really decisive
if social change is at stake. Of course even theater
has been hooked by capital, what is easily observed
by mainstream presentations packed with artists from
the evening Brazilian soap operas or spetacularized
plays that use cinematographic effects, both of which
serving to anaesthetize audiences. In other cases, like
in the play Agreste mentioned by Piza and Autran, interesting
results are achieved through innovative language, but
with no political intervention or analysis of the meanings
being conveyed. It is interesting to notice that even
TV actors that stage on "bourgeois" plays
are conscious of that. The actor Antonio Fagundes, in
a moment of self-criticism, said that theater had become
"a ante-sala da pizza"...
This paper, however, aims at demonstrating how fruitful
the dialogue between culture and politics may be - and
it is - through theater, the latter to be read in this
paper as epic/dialectic theater. The reason for such
a choice can be understood in the course of the present
analysis, in which we shall present a panorama of Companhia
do Latão, analysing the forms of cultural/political
interventions they have made in Brazil, including a
study of two plays, namely, O mercado do Gozo and Visões
Siamesas.
...continua
Para
consultar este trabalho em sua versão integral,
clique aqui.
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E A VIDA CONTINUA
Iná Camargo Costa
Para quem se iniciou na história do nosso
teatro em fins dos anos 70, o interesse pelo teatro
épico, se não fosse caso de cegueira política,
teria necessariamente que ser temperado com um decisivo
sabor de ciclo encerrado (sem prejuízo das lições
a serem recolhidas) e a temporada que se abriu nos anos
80 confirmava essa impressão com suas opções
pelo esteticismo, abstrações e demais
curiosidades ditas experimentais então identificadas
sob a rubrica do pós-moderno.
As últimas derrotas do campo socialista também
contribuíram para firmar a convicção
de que até segunda ordem só restava aos
interessados no teatro épico a luta quase clandestina
pelos despojos de sua história. Walter Benjamin
alertara para o risco que até os mortos correm
enquanto o inimigo estiver vencendo. E Brecht, já
no exílio, demonstrara que, na ausência
de um poderoso movimento de trabalhadores interessados
na discussão artística de seus problemas
e em condições de lutar por esse interesse,
o teatro que se pretendia a expressão estética
desse movimento teria que recomeçar por um necessário
recuo, reinventando-se por completo.
Com as devidas diferenças de fuso horário,
o processo análogo que mal se esboçou
em nosso teatro em fins dos anos cinquenta e foi atropelado
por tanques e incêndios em 1964 pedia um balanço
que levasse em conta aquelas lições. Assim,
se fosse o caso de formular alguma expectativa, o máximo
que se poderia esperar, quando as coisas começassem
a mudar de rumo, seria uma retomada dos fios violentamente
cortados pela ditadura.
continua...
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Teatro
Épico na América Latina: Estudo comparativo
da dramaturgia das peças Preguntas Inutiles,
de Enrique Buenaventura (TEC-Colômbia), e O Nome
do Sujeito de Sérgio de Carvalho e Márcio
Marciano (Cia do Latão-Brasil).
Marília
Carbonari
Resumo
O teatro épico na América Latina
se desenvolveu principalmente a partir da década
de 50, quando o movimento de teatro independente gerou
uma transformação no modo de produção
teatral e na forma de expressão artística
existente no continente. A influência do teatro
do dramaturgo Bertolt Brecht, o modo de criação
coletiva das peças e a construção
de uma dramaturgia própria voltada para a história
e luta de nosso povo, foram as principais características
desse movimento no qual se inserem os trabalhos dos
grupos selecionados nesse estudo. Destacando-se na história
recente do teatro de seus respectivos países,
o Teatro Experimental de Cali (TEC) e a Companhia do
Latão, fazem parte dessa nova história
do teatro latino-americano. Fundado em 1955 por Enrique
Buenaventura, o TEC direcionou o movimento do Teatro
Novo na Colômbia , e influenciou a discussão
da prática teatral de todo o continente através
de seu método de criação coletiva
e sua nova dramaturgia. Embora com uma história
mais atual, a Companhia do Latão se destaca no
cenário teatral brasileiro no final da década
de 90, por conseguir retomar a prática de uma
dramaturgia e encenação que discutisse
a história do Brasil a partir das contradições
e processos políticos de nosso cotidiano. A escolha
das peças Preguntas Inútiles (do TEC)
e O Nome do Sujeito (da Cia. do Latão), ocorreu
devido sua importância na trajetória de
cada grupo, pois retoma, no caso do TEC, e inaugura,
no caso da Cia. do Latão, o modo de trabalho
de criação coletiva. Para a análise
de como a dramaturgia dessas obras discute os problemas
de nossa realidade latino-americana, selecionamos três
cenas representativas de cada peça. O tema escolhido
para a comparação das duas obras foi a
relação mercantil entre os personagens,
essa relação revelou as estruturas do
mundo capitalista que as obras pretendiam mostrar, e
proporcionou a crítica dos processos de reificação
e fetichismo presentes nas relações humanas
atuais. Além disso, o estudo comparativo da dramaturgia
das cenas permitiu o diálogo entre essas experiências
de dramaturgia latino-americanas e revelou a importância
da prática de um teatro épico que inspire
a crítica de nossa sociedade através do
prazer estético.
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